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No ano passado, um levantamento da campanha Travessia #Cilada, do Instituto Corrida Amiga, constatou que os semáforos de São Paulo não oferecem tempo suficiente para as pessoas atravessarem as vias da cidade. Segundo a pesquisa, os faróis ficam verde para as travessias dos pedestres somente por 6 segundos.

Depois da ampla repercussão do relatório, que mapeou durante 8 dias os tempos semafóricos com a participação da sociedade, o secretário de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, reconheceu em entrevista ao Jornal Hoje que é preciso aumentar o tempo das travessias. Ele também afirmou que uma licitação já estava em curso para tanto. “A meta é que todos os semáforos da cidade de São Paulo considerem o tempo de 0,8 metro por segundo como velocidade média das pessoas ao caminharem”, disse. Hoje, o Manual Brasileiro de Sinalização, que serve como parâmetro para os faróis paulistanos, considera que as pessoas percorrem 1,2 metro a cada segundo.

Quase um mês depois da entrevista, porém, o problema ainda persiste em toda a capital e faltam informações sobre a licitação anunciada por Caram. No dia 24 de janeiro, aliás, o prefeito Bruno Covas baixou um decreto (Nº 59.195) que realoca recursos que seriam destinados para sinalização e manutenção semafórica no valor de R$ 35 milhões. O montante foi destinado à recomposição de depósitos judiciais.

“ Aumentar o tempo semafórico é essencial para garantir a segurança dos pedestres, ainda mais num trânsito tão violento como o nosso, então queremos saber do secretário Caram a situação de sua promessa e se essa realocação de recursos implicará no ajuste dos semáforos”, questiona o vereador Police Neto. Em 2019, São Paulo registrou 381 óbitos por atropelamento, sete a mais que 2018, e, segundo dados do Infosiga, entre janeiro e agosto passados, houve nove atropelamentos por dia na cidade.

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