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Violência contra motoristas: operadoras de apps apresentam respostas dia 30

No próximo dia 30, quarta-feira, a Câmara Municipal vai realizar a segunda audiência pública com motoristas de aplicativos, representantes das empresas operadoras dos serviços de transporte individual de passageiros e convidados do Poder Público para discutir a segurança para quem trabalha dirigindo e mesmo quem usa os serviços.

Motivado pelos recorrentes casos de violência e agressão contra os trabalhadores, o encontro é importante porque dará aos motoristas as respostas sobre as 13 reivindicações propostas durante a primeira audiência pública ocorrida na Assembleia Legislativa, no dia 24 de setembro. “Fizemos várias reuniões com secretários municipais, executivos da esfera estadual, dialogamos incansavelmente com as operadoras e agora é hora de sabermos quais soluções eles darão para que motoristas e passageiros estejam menos sujeitos à violência”, diz o vereador Police Neto.

A expectativa é que as dependências e o exterior da Câmara Municipal fiquem lotados de motoristas, a exemplo do que aconteceu na tarde desta quarta-feira (23) por conta da possível votação do PL 419/2018.

Entenda o PL

O projeto – inconstitucional, mas aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara – retoma uma discussão já encerrada em 2017, quando houve a regulamentação definitiva do funcionamento dos serviços de aplicativos. Segundo o texto, a proposta reduziria o número de trabalhadores que atuam com apps de aproximadamente 200 mil para 40 mil, equiparando a quantidade de taxistas em operação na cidade.

O PL também exigiria que somente veículos com placas paulistanas pudessem rodar dentro da cidade, limitaria a 8 anos a idade máxima que um carro poderia ter para ser usado na atividade e obrigaria que o motorista tenha automóvel próprio.

Diante do possível retrocesso para a mobilidade da cidade, o vereador Police liderou o movimento contrário ao PL no plenário, com apoio de centenas de motoristas que se manifestavam dentro e fora da Câmara. A sessão acabou encerrada por falta de quórum. “Aprovar esse projeto seria dar um passo enorme ao passado. Perderiam as pessoas, já acostumadas a se locomover com a facilidade dos apps; a concorrência de preços, que dá qualidade aos serviços prestados; e a economia da própria cidade. Temos 200 mil famílias cujo sustento depende desses aplicativos”, argumenta o vereador.

Para Police, a união dos trabalhadores pela continuidade das políticas atuais é fundamental. “Os motoristas deram um recado contundente nesta semana. Mostraram que estão organizados, informados e que não aceitarão nenhum tipo recuo. A mobilização continua cada vez mais forte.”

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