Com 34 votos a favor, 15 contra e 1 abstenção, a Câmara Municipal aprovou, em menos de duas horas de discussão, o texto substitutivo do Projeto de Lei 611/2018, que prevê a venda ou doação de 41 terrenos do município. O texto originalmente debatido e aprovado na primeira votação continha apenas cinco.

O vereador Police Neto, que votou favoravelmente na primeira deliberação, afirma que o projeto apresentado durante a sessão se tornou uma manada de jabutis. “É um substitutivo que não reflete o trabalho da Câmara. Fui responsável por debates sobre esse assunto, mas a demanda virou uma cortina de fumaça.”

Para o parlamentar, a polêmica em torno da Unifesp – que brigava com a Marinha pela concessão de um terreno na rua Estado de Israel – não passou de uma manipulação da Casa para desviar a atenção das dezenas de áreas que foram incluídas às pressas no projeto e que agora podem ser concedidas à iniciativa privada sem qualquer debate com a sociedade. “Ninguém estava sabendo. Quando a gente analisa o grau de transparência que foi dado ao caso, a gente fica com dúvida. Premeditadamente se guardou esse processo para que nenhum vereador pudesse fazer sua investigação sobre as áreas”, diz.

Police também pediu a retirada das suas emendas 1 e 2, que tratavam da concessão de terrenos do Município à Universidade. Agora o PL 611/2018 aguarda sanção do prefeito Bruno Covas.

Com relação ao imbróglio da Unifesp com a Marinha, ficou acordado que o terreno onde hoje funciona o centro de traumatortopedia do esporte da Escola Paulista de Medicina será doado à União. A instituição das forças armadas, porém, se comprometeu informalmente a não utilizar o espaço pelos próximos três anos, prazo que a universidade tem para mudar o local onde o equipamento público funciona atualmente.

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