Auxílio de R$ 1 mil para motoristas de apps fica pendente de votação e volta ao plenário na próxima semana

Faltaram apenas 5 votos a favor para que o projeto de lei 297/2020, que propõe o pagamento de três auxílios emergenciais de R$ 1 mil para motoristas de aplicativo e taxistas, passasse na primeira das duas votações necessárias antes de ir à sanção do prefeito Bruno Covas.

De autoria do vereador Police Neto, a proposta recebeu a aprovação de 23 dos 55 parlamentares da Casa, 3 abstenções e 10 votos não. Embora a a maior parte dos vereadores tenha se posicionado a favor, o projeto ficou pendente de votação porque precisa contar com a chamada maioria absoluta dos votos, isto é, mais da metade dos membros da Câmara. “Ainda que não tenha avançado nesta semana, o projeto recebeu uma sinalização positiva importante. Agora é trabalhar para reverter as abstenções e conquistar outros dois votos para que cerca de 200 mil famílias que tiveram o sustento prejudicado possam ser ajudadas”, disse.

Para destinar R$ 1 mil para motoristas de apps e taxistas por três meses prorrogáveis por mais três, o PL 297/2020 propõe a realização de leilões do Uso Intensivo do Viário, que é a taxa que a cidade cobra das operadoras em valores embutidos a cada corrida realizada, por quilômetro rodado. “A ideia é antecipar essa cobrança dos próximos 48 meses para financiar os auxílios, sem qualquer ônus à municipalidade”, explica Police Neto.

A proposta ainda autoriza a Prefeitura a convocar os condutores para a execução de tarefas de interesse público relacionadas às medidas emergenciais mediante remuneração. Veja abaixo como votou cada um dos vereadores da Câmara Municipal.

VereadoresPartidosVotos
ADRIANA RAMALHOPSDBSim
ALESSANDRO GUEDESPTSim
ALFREDINHOPTSim
ARSELINO TATTOPTSim
AURÉLIO NOMURAPSDBNão
CAIO MIRANDA CARNEIRODEMSim
CAMILO CRISTÓFAROPSBSim
CELSO GIANNAZIPSOLSim
CLAUDIO FONSECACIDADANIAAbstenção
DANIEL ANNENBERGPSDBNão
EDIR SALESPSDSim
EDUARDO MATARAZZO SUPLICYPTSim
FABIO RIVAPSDBNão
FERNANDO HOLIDAYPATRIOTAAbstenção
GEORGE HATOMDBSim
GILBERTO NATALINIPVSim
GILSON BARRETOPSDBNão
ISAC FELIXPLSim
JAIR TATTOPTSim
JANAÍNA LIMANOVONão
JOÃO JORGEPSDBNão
JOSÉ POLICE NETOPSDSim
JULIANA CARDOSOPTSim
MARIO COVAS NETOPODESim
MILTON FERREIRAPODESim
NOEMI NONATOPLNão
OTAPSBSim
PATRÍCIA BEZERRAPSDBNão
QUITO FORMIGAPSDBNão
REISPTSim
RINALDI DIGILIOPSLSim
RUTE COSTAPSDBNão
SANDRA TADEUDEMSim
SENIVAL MOURAPTSim
SONINHA FRANCINECIDADANIAAbstenção
TONINHO VESPOLIPSOLSim

Suspeita de fraude no Vale-Transporte é alvo de pedido de CPI; Police Neto consegue assinaturas e formaliza requerimento

No início deste mês, trabalhadores que usam o Bilhete Único Vale-Transporte na cidade de São Paulo levaram um susto ao conferir o preço da passagem nas catracas dos ônibus. Ao invés de R$ 4,40, valor que aparecia nos validadores até 31 de agosto, a passagem ficou cerca de 10% mais cara, sendo cobrados R$ 4,83. Segundo a SPTrans, o valor diferenciado do VT era aplicado desde 1º de janeiro, mas, até o fim de agosto, não havia sido atualizado nas catracas. A partir de diversas reclamações de usuários, o vereador Police Neto protocolou um pedido de abertura de CPI na Câmara Municipal para investigar a suspeita de fraude na cobrança do Vale-Transporte ao longo dos 8 últimos meses.

“É um completo absurdo enganar o trabalhador dessa forma. Qualquer cobrança que aponte um valor e na prática seja outra é indevida e fere os direitos básicos do consumidor”, afirmou o vereador Police Neto.  “Temos não apenas de esclarecer os fatos, mas buscar formas de impedir que isso se repita.” Para a jornalista Simone de Oliveira, uma das usuárias surpreendidas com o aumento, “o sentimento é de indignação”: “Na semana passada, paguei duas passagens de R$ 4,40 dentro do período de integração, quando devia ter descontado apenas uma. E, na terça (1/9), paguei R$ 4,83. Qual a credibilidade de uma empresa que, desde janeiro, está mostrando no visor que desconta R$ 4,40 e de forma oculta está descontando R$ 4,83?”

Uma conta aproximada, considerando apenas os dias úteis nesses 8 meses, mostra uma diferença de R$ 151 por trabalhador. Em resposta ao Diário dos Transportes, portal de notícias que revelou o problema, a SPTrans alega que não há prejuízo para o trabalhador, uma vez que o desconto no salário, de até 6%, não teria sido alterado. “Desde 2019, a Prefeitura decidiu deixar de subsidiar o Vale-Transporte, já que ele constitui uma obrigação dos empregadores, conforme a legislação trabalhista. Sendo assim, os recursos municipais deixaram de ser destinados ao cumprimento de um encargo que não cabe à população”, diz a nota da empresa.

Para Police Neto, a questão ainda está longe de ser esclarecida. “A SPTrans não demonstrou efetivamente se a cobrança dos R$ 0,43 foi feita. Essa diferença, mesmo que não tivesse sido ‘manchada’ pela irregularidade do valor diferente mostrado na catraca, representa um ônus significativo para empresas e trabalhadores, ampliando os altíssimos valores pagos pelo Poder Público como subsídio com um subsídio cruzado pago pelos trabalhadores”, explicou o vereador.

Desde o início da pandemia, o custo do subsídio da Prefeitura para os ônibus explodiu, com projeção de quase 60% de estouro do orçamento original até o fim de 2020. De acordo com Rafael Calabria, especialista em mobilidade urbana do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), é essencial esclarecer o que houve, sob risco de o crédito ao trabalhador ser insuficiente para todas as viagens. “É importante avaliar se o valor depositado foi correspondente aos R$ 4,83, porque ele precisa ter passagens ao longo do mês. São cerca de 44 passagens no novo valor de R$ 4,83, cerca de R$ 19,00 a mais”, disse Calabria em entrevista ao telejornal SP1. A mesma reportagem, veiculada no dia 3, mostrou que alguns usuários seguem recebendo das empresas o depósito de R$ 4,40. “Eu carreguei o bilhete hoje do Vale-Transporte e estão pagando o valor de R$ 4,40. Vou ter que desembolsar, né?”, reclamou o segurança Anderson Reimberg.

Hoje, há 3 CPIs em andamento na Câmara Municipal. A proposta de Police prevê 60 dias para apurar o caso e 5 vereadores compondo a comissão. A instalação da CPI do VT depende de acordo político e apoio da Mesa Diretora da Câmara

Para ser formalizado, requerimento de CPI precisa de apoio de 19 dos 55 vereadores

Projeto que burocratiza profissão de motoentregadores avança na Câmara

Na última quarta feira (26/8), a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeira discussão o Projeto de Lei 130/2019, de autoria do vereador Camilo Cristófaro, que propõe criar maior regulação para os motoboys e entregadores. Se virar lei, quem trabalha nas plataformas como Loggi, iFood ou Rappi vai precisar se adequar às novas regras, como o uso da placa vermelha. Antes, o PL ainda precisa ser votado e aprovado mais uma vez, além de ser sancionado pelo Prefeito.

Um dos pontos centrais da proposta é que as plataformas de entrega contratem apenas motofretistas credenciados pela prefeitura. A consequência direta seria mais de 40 mil pessoas sem renda num momento de crise e desemprego generalizado, já que, atualmente, o número de trabalhadores que têm Condumoto emitido na cidade é menor que 9 mil, enquanto há cerca de 50 mil entregadores trabalhando.

O PL 130/2019 não traz nenhuma atualização à legislação existente, nem melhora a vida dos entregadores. Pelo contrário, cria ainda mais burocracia. “Defendo absolutamente que os motoristas e entregadores tenham condições dignas de trabalho, mas nada no texto apresentado garante isso, além de criar ainda mais dificuldade para que as pessoas possam trabalhar”, pontua o vereador Police Neto, que votou contra o projeto de lei.

Com a aprovação da proposta, o impacto na economia não seria só em cima de quem trabalha com motos. Segundo dados da Fecomercio SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), aproximadamente 202 mil empresas fecharam durante o período de pandemia e 97% do total (197 mil) são estabelecimentos de pequeno porte. “São empreendedores menores que também dependem da disponibilidade desses entregadores, gerando renda e desenvolvimento na economia dos bairros”, afirma o parlamentar.

Auxílio emergencial para motoristas
Também pautado para votação, o PL 297/20, de autoria do vereador Police Neto, não chegou a ser votado devido a obstruções e discussões que aconteceram na sessão. O projeto propõe o pagamento de três parcelas de R$ 1 mil para motoristas de aplicativo, categoria que foi duramente impactada pela pandemia de Covid-19 e pelas paralisações decorrentes da quarentena.

Segundo a proposta, o pagamento do auxílio não geraria nenhum ônus à cidade, já que o valor viria do pedágio urbano pago ao município. São R$ 0,10 pagos pelos motoristas de apps por cada quilômetro rodado. O PL também prevê o pagamento do auxílio aos motoristas de táxi. “A ideia é amparar todos aqueles que têm necessidade e que sempre trabalharam pela sociedade”, diz o vereador, que pretende recolocar o projeto na pauta. “É uma proposta importante para milhares de famílias e vou continuar batalhando para seja votado nas próximas semanas”.

Police Neto é pré-candidato a vereador pelo PSD; convenção partidária está marcada para dia 31

Nesta segunda-feira (31), o Partido Social Democrático realiza sua convenção municipal em São Paulo, na qual o vereador Police Neto submete ao partido sua pré-candidatura a uma das 55 cadeiras na Câmara Municipal. O encontro vai definir a chapa completa de candidatos e candidatas ao Legislativo e confirmar o nome do ex-ministro Andrea Matarazzo na disputa para a Prefeitura. “Epicentro da pandemia no Brasil, São Paulo nunca precisou tanto de seus governantes”, diz Police Neto. “Apresento minha candidatura a um novo mandato determinado a contribuir na construção de uma cidade mais justa, eficiente e sustentável.”

Contrário à existência do Fundo Eleitoral, orçado em R$ 2 bilhões este ano, Police abriu mão de receber recursos públicos para sua campanha e, como integrante do PSD, o vereador é signatário do Termo de Compromisso Público “Eleições Limpas em 2020”, firmado junto à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, Ministério Público Estadual e Fórum de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro. A iniciativa tem o apoio da Transparência Internacional, do Instituto Ethos e do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral). Confira a íntegra do documento aqui. “Sou totalmente contrário ao Fundo, mas ele já foi confirmado e está previsto em lei, então que seja utilizado para financiar eleições mais inclusivas e representativas de todos os segmentos da sociedade”, afirma Police. “Do que poderia ser a parte para minha própria campanha, não vou usar esse dinheiro.”

Com a alteração do calendário eleitoral, todas as convenções partidárias serão realizadas entre os dias 31/08 e 16 de setembro. A campanha eleitoral começa apenas em 27 de setembro, e o primeiro turno está marcado para o dia 15/11. Em caso de realização de segundo turno, o pleito será no dia 29/11.

“Estamos em meio a um amplo, transparente e democrático processo de consulta a comunidades, associações de moradores e entidades da sociedade civil para a construção de nosso Programa 2021-2024. As prioridades oferecidas pela sociedade serão somadas à abordagem técnica e inovadora que sempre marcou o mandato. Essa consulta está aberta a todos e todas, mesmo a quem ainda não conhece nosso trabalho, e será concluída no final de setembro. Sou um apaixonado pela cidade, amo o que faço e tenho a certeza de que São Paulo tem condições de sair dessa pandemia melhor do que entrou, apesar da crise profunda em que estamos”, diz o vereador.

Quer sugerir alguma ação ou prioridade para o vereador Police Neto? Deixe sua proposta nos comentários desta reportagem.

Dez novas rotatórias verdes ajudam a acalmar o trânsito no Planalto Paulista

O acalmamento do trânsito de veículos no Planalto Paulista é uma necessidade antiga dos moradores. Localizado entre vias de altíssimo tráfego, como as avenidas dos Bandeirantes, Indianópolis, Ibirapuera e Moreira Guimarães, o bairro se tornou uma válvula de escape para os carros que buscam alternativas para fugir do engarrafamento, mas essa procura constante dos motoristas têm afetado perigosamente a vizinhança.

Acidentes de trânsito na região do Planalto Paulista
entre janeiro de 2015 e julho de 2020. Fonte: Infomapa

Com pouca sinalização viária e quase nenhuma proteção para os pedestres, as ruas, alamedas e avenidas do Planalto são campeãs em número de colisões e atropelamentos, tendo até mortes registradas. No Infomapa, site do Governo Estadual que cataloga acidentes no trânsito, a contabilização de casos na região é alarmante. Só entre janeiro de 2015 e julho de 2020, a alameda dos Guainumbis registrou 7 acidentes, enquanto as avenidas vizinhas Imarés e Irerê contam com outras 5 e 6 ocorrências, respectivamente.

Foi por esse motivo que a Sociedade dos Amigos do Planalto Paulista (Sapp) elaborou um plano viário com ações de acalmamento viário para tentar reverter a situação. Entre as medidas do projeto está a implementação de rotatórias verdes, que servem para reduzir a velocidade dos automóveis, organizando os fluxos de tráfego para diminuindo a probabilidade de acidentes.

Com ajuda do vereador Police Neto e do assessor Paulo Uehara, o mandato articulou junto à CET para mostrar a urgência de intervenções no local e agilizar a implementação das medidas de segurança viária. Desde que a parceria começou, já são 10 rotatórias instaladas que nesta semana receberam as primeiras demãos de pintura. “Ali a própria comunidade se engajou pela mudança, o que fez toda a diferença. Duas das rotatórias, inclusive, só saíram do croqui por eles mesmos financiaram o projeto. As outras 8 receberam emenda do nosso mandato no valor de R$ 50 mil”, afirma o parlamentar.

Nova iluminação

Ilume fazendo troca de lâmpada com a tecnologia LED no bairro

Outra prova de que a mobilização da sociedade é um catalisador para transformar a cidade mais rapidamente é o mapeamento que a Sapp fez dos postes de iluminação do bairro. Os próprios moradores levantaram cada um dos equipamentos que precisavam de reparos ou substituição para entrar com pedido na Ilume.

Também com ajuda do assessor Paulo Uehara, que encaminhou o pedido da associação diretamente à concessionária, a troca para lâmpadas de led já começou a ser feita. “Com a nova tecnologia da iluminação, o bairro ganha em segurança e também enfrenta com maior eficiência a questão da prostituição, que é um problema antigo e recorrente ali”, diz Police Neto.

Cidade Limpa em xeque: projeto que permite publicidade em prédios passa em primeira votação

Avança na Câmara Municipal um projeto de lei que pode acabar com a Lei Cidade Limpa como ela é hoje. Em vigor desde 2006, a legislação atual não permite a instalação de anúncios publicitários em prédios, mas o texto aprovado em primeira votação nesta quarta (26/8), de autoria do vereador Eduardo Tuma, muda essa regra.

O PL 898/2013 inclui um novo parágrafo à Lei 14.223/2006 (Cidade Limpa), fazendo com que o texto perca seu real objetivo. Diz a legislação vigente que “fica proibida a colocação de anúncio publicitário nos imóveis públicos e privados, edificados ou não”, só que a proposta de Tuma acrescenta o seguinte parágrafo ao trecho: “O disposto deste artigo não se aplica aos anúncios publicitários afixados nos topos dos edifícios que tenham seus projetos aprovados pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU)”.

Na prática, qualquer publicidade que tiver o aval da CPPU poderá ser incorporada aos prédios da cidade. “Não faz sentido submeter a paisagem urbana a uma dúzia de burocratas integrantes de qualquer comissão, e não me parece que autorizar a implantação de material publicitário no topo dos prédios seja um elemento fundamental para a cidade, por isso votei contrariamente ao projeto”, afirma o vereador Police Neto, que também se posicionou da mesma forma quando o PL foi apreciado na Comissão de Política Urbana e teve seu mérito rejeitado.

Para o parlamentar, a aprovação definitiva da proposta seria um retrocesso. “Com a atual crise, há risco real de a cidade não ganhar um centavo e ainda ter destruído um legado reconhecido mundialmente, que é a Cidade Limpa”, diz.

O PL 898/2013 foi aprovado em primeira votação com 20 votos contrários. Para virar lei, ainda precisa ser votado novamente e depois sancionado pelo prefeito Bruno Covas.

Apesar da pandemia, SP tem melhor arrecadação até julho em 10 anos

Divulgado nesta segunda (24), o Indicador Paulistano revela que o impacto da covid-19 sobre as finanças do município é menor do que o cenário desastroso alardeado pela Prefeitura para não adotar programas de socorro e ativação socioeconômicos, como as Frentes de Trabalho, ou o desconto proporcional do IPTU de comerciantes que tiveram de manter as portas fechadas. O boletim mensal elaborado pela Consultoria Técnica de Economia e Orçamento (CTEO) mostra que a receita consolidada do Município (incluindo autarquias e fundações) foi de R$ 39,381 bilhões, o que significa um crescimento real (já descontada a inflação), de 6,1% na comparação com o mesmo período de 2019.

Extraído do Indicador Paulistano, número 122

Criado à época em que o vereador José Police Neto foi presidente da Câmara, o Indicador Paulistano é uma ferramenta importante para auxiliar os vereadores na fiscalização de atos do Executivo. De acordo com o boletim, a alta na receita foi impulsionada por um crescimento significativo da arrecadação nos primeiros meses do ano, e, mais recentemente, pela suspensão no pagamento de dívidas da Cidade e aumento de repasses do governo federal. Contribuiu também para esse cenário o crédito extraordinário de R$ 930 milhões, resultante da cessão da folha de pagamento do município.  Ainda que a arrecadação tenha desacelerado nos últimos meses, incorporando de maneira mais acentuada os efeitos da pandemia, o resultado para o período de janeiro a julho de 2020 é o melhor dos últimos 10 anos. Esse cenário se repete no retrato do ISS (Imposto sobre Serviços), principal item da receita da cidade. A arrecadação segue crescendo, mas essa trajetória vem perdendo força. Com aumento de 1,2% até julho, também representa o melhor resultado para os últimos 10 anos. (Veja o gráfico 1.1, acima. Para ver o documento completo, clique aqui)

“Diante desse cenário, não dá pra entender a resistência da Prefeitura em oferecer isenção do Termo de Permissão de Uso (TPU) de microempreendedores da cidade, como ambulantes, ou qualquer comércio e serviço que utilize o espaço público (como bancas de jornal, de feiras e mesas na calçada de restaurantes)”, avalia o vereador Police Neto. “Embora o impacto seja enorme para esses empreendedores, mais de 50 mil pessoas ou empresas, para o caixa da cidade significa muito pouco: o volume total arrecadado com TPU no ano passado foi de R$ 8 milhões.”

Após a denúncia de Police Neto sobre o golpe do TPU, ou seja, a aprovação da lei 17.403/2020 para oferecer isenção, conforme acordo firmado com a Câmara Municipal, mas o decreto de aplicação limitando o desconto a “eventuais taxas” para emissão do TPU (na prática, cerca de R$ 60), o vereador foi incumbido pelos colegas a apresentar um novo projeto de lei para garantir a isenção efetiva. O texto será apresentado pelo vereador nesta quarta (26), mas há outro sinal de alerta contra o bolso do contribuinte. Com apoio maciço da Mesa Diretora, da base governista e muitos outros parlamentares, os vereadores podem votar nesta quarta o PL 309/2020, que aumenta o ISS de serviços financeiros. Police é contra o texto, pois há enorme risco de aumentar os custos para o contribuinte e provocar uma fuga de empresas do setor para outros municípios. “O tiro vai sair pela culatra. Não dá pra admitir mais uma tunga para o contribuinte”, afirmou Police. Saiba mais sobre o PL 309 aqui.


Resultado orçamentário
O Indicador Paulistano também mostra que o resultado orçamentário consolidado do período (diferença entre as receitas orçamentárias e as despesas liquidadas) acumulado até julho/2020 foi superavitário em R$ 7,987 bilhões.

Indicador Paulistano edição 122


Outras capitais
Levantamento publicado pelo jornal Folha de S. Paulo mostra que o resultado das contas da Prefeitura de São Paulo distoa bastante de outras capitais, que amargam perdas de arrecadação de até 13,4% no primeiro semestre. De acordo com a reportagem, 19 capitais perderam receita este ano. O pior resultado é de São Luís (Maranhão), com o recorde de -13,4%, seguida por Teresina (PI), com -13,3%. Na outra ponta da tabela, São Paulo só não teve desempenho mais positivo que Palmas, com crescimento de 4%. O jornal considerou dados atualizados pelo IPCA, entre 07/2019 e 06/2020. De acordo com os critérios da Folha, São Paulo teve aumento de 3,3% de arrecadação tributária entre o primeiro semestre de 2019 e o segundo de 2020.

Aumento do ISS vai estourar no bolso do cidadão, alerta Police Neto

Aprovado em primeira votação na quarta-feira (19/8), sem o apoio do vereador Police Neto, o PL 309/2020 pode provocar aumento no custo de operações financeiras para o contribuinte e a fuga de empresas para outros municípios, gerando ainda mais desemprego na capital.  O texto determina a suspensão temporária de desconto no ISS oferecido pela Prefeitura a empresas de leasing e crédito, elevando o tributo de 2% para 5% durante este ano, e para 4% em 2021. A mudança atinge serviços como o uso do cartão de débito e crédito e, do lado do comerciante em especial, das máquinas de pagamento. “Da forma que está proposto, o aumento de imposto para os bancos vai estourar é no bolso do cidadão”, explica Police Neto.

De acordo com o vereador, “bancos e financeiras precisam dar sua contribuição para enfrentar a pandemia, mas o efeito desse texto, além do repasse do aumento para o consumidor final do serviço, será mais desemprego. Uma fintech como o Nubank, por exemplo, que opera 100% em home office hoje, levaria apenas 48 horas para mudar seu domicílio fiscal”. A Câmara Municipal corre o risco de “o tiro sair pela culatra” mesmo que o reajuste seja temporário. “Demorou para que a Cidade de fato pudesse concorrer com outros municípios nessa guerra fiscal, e, uma vez que as empresas saiam daqui, dificilmente vão retornar”, disse Police. “Ninguém assume custo sem repassá-lo a quem compra seu produto ou serviço. E quem será que vai pagar o pato? O banqueiro ou o trabalhador penando pra manter o emprego?”.

Esse risco ficou claro durante as audiências públicas realizadas sobre o PL e foi destacado inclusive pelo auditor fiscal da Secretaria Municipal da Fazenda, Marcelo Tanuri. Segundo ele, os serviços são de alta mobilidade e as empresas operadoras podem acessar os sistemas de forma remota. “É muito fácil tirar a fonte de operação desses serviços de São Paulo, porque eles podem facilmente ser prestados fora da cidade.” Apesar dessa análise técnica, a Mesa Diretora e a bancada governista do prefeito Bruno Covas têm trabalhado pela aprovação do projeto.

Tanto nas audiências (há uma nova audiência pública sobre o PL marcada para a próxima terça, 25 de agosto) quanto na votação em plenário, Police Neto se propôs a trabalhar ao lado dos autores do PL na construção de uma proposta alternativa para cobrar a real contribuição do setor, como a abertura de linhas de crédito ou a oferta de cartões de consumo na cidade com foco na geração de emprego e renda. O texto deve ser votado de forma definitiva nesta quarta (26/08).

CPI da Evasão Fiscal

Nesta quarta-feira (19/8), a Câmara retomou a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Evasão Fiscal, iniciada em 2014, que vai investigar eventuais fraudes de sonegação de ISS (Imposto Sobre Serviços) por simulação de endereço, ou seja, empresas que recolhem menos imposto por conta de sedes de fachada mantidas em outras cidades.

Cultura dentro e fora de casa: final de semana tem Virada SP, Festival de Curtas e murais gigantes

Programação cultural intensa este fim de semana. A partir das 16 horas deste sábado (22/08), tem a transmissão on-line e gratuita da Virada SP, promovida pelo governo estadual, com apoio da prefeitura de Salto. Entre os destaques, estão shows de Elza Soares e Paulo Miklos. A abertura ocorre no Teatro Sérgio Cardoso, com a live de Ellen Oléria. A programação completa pode ser conferida aqui e será transmitida nas mídias sociais da plataforma #CulturaEmCasa.
Quem é fã de curtas metragens pode curtir o Festival Kinoforum, que começou nesta quinta e vai até 30 de agosto, com exibições também on-line e gratuitas. Um dos mais tradicionais do circuito audiovisual da cidade, o festival chega à 31ª edição e inclui, além da exibição dos filmes, palestras, debates e outras atividades.

Reunindo 212 curtas, alguns desenvolvidos durante o período de confinamento provocado pela pandemia de covid-19, o festival se divide em sete espaços temáticos: mostra latino-americana, mostra internacional, mostra infantojuvenil, mostra limite, programas brasileiros, programas especiais e atividades paralelas.

Com a participação de diretores premiados, como Thomas Woodroffe, com o curta Febre Austral (Chile), e Jonathan Glazer apresentando A Queda (EUA/Reino Unido), o Kinoforum também reapresenta clássicos como Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado, A Mulher Falta Encontrar o Homem Ideal (1987), de Carla Furtado, e Frankenstein Punk (1986) de Cao Hamburguer e Eliana Fonseca.

Todo o conteúdo pode ser acessado em kinoforum.org.br ou pelo aplicativo innsaei.tv (disponível no Apple Store e Google Play).


NaLata Festival Internacional de Arte Urbana
Em parceria com a Agência InHaus e com curadoria de Luan Cardoso, o NaLata reuniu 15 artistas para pintar murais em nove prédios no Largo da Batata, região de Pinheiros, criando a mais nova galeria de arte aberta de São Paulo. O NaLata Festival Internacional de Arte Urbana foi planejado originalmente para acontecer em abril, com mais convidados internacionais, mas precisou se adaptar às condições de isolamento, sendo reformulado para chegar ao resultado atual.

As pinturas, feitas em 9 prédios e dutos de metrô na área, levam arte e reflexões sobre o momento atual a um dos locais mais movimentados da cidade. Para Cardoso, “poucos projetos envolvem tanta responsabilidade quanto pintar um prédio inteiro numa cidade como São Paulo”.

Foram convidados para pintar os cerca de 3.680 m² os artistas brasileiros Alex Senna, Enivo, Evol, Marcelo Eco, Mari Mats, Mateus Bailon, Pri Barbosa e Rafael Sliks, contando também com as muralistas Gleo (Colômbia) e Paola Delfin (México). Com um concurso para novos talentos, também participam do Festival os artistas Selon, Thiago Nevs, Pixote Mushi, Fe Ikehara e Serifa.