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De acordo com levantamento realizado pelo gabinete do vereador Police Neto, com 596 motoristas de aplicativos que atuam em São Paulo, 61,4% deixaram de trabalhar em função do novo coronavírus. Foram feitas três perguntas aos entrevistados, embora nem todos tenham respondido ao conjunto completo das questões.

A quarentena atingiu em cheio os rendimentos diários dos motoristas. A grande maioria, 56,8%, disse estar temporariamente sem nenhuma renda. Quase 35% dos entrevistados disseram que passaram a ganhar menos da metade do que ganhavam antes da crise e 6,1% apontaram que os rendimentos com as corridas caíram em 50%. Somente 2,3% afirmaram que houve pouca ou nenhuma redução nos ganhos com as plataformas de transporte de passageiros.

Para o vereador Police, que tem dialogado junto ao poder público e operadoras em busca de alternativas para a categoria, os números acendem o sinal de alerta no sentido de mitigar ao máximo os impactos econômicos trazidos pela crise do coronavírus. “Nossa articulação foi determinante para que as empresas apresentassem algumas medidas, como a assistência financeira que será dada aos motoristas pela Uber e 99, mas é preciso unir mais esforços para ajudar a categoria, pois milhares de famílias dependem disso”, diz o parlamentar.

Questionado sobre os números, o Vice-Presidente da Federação Estadual de Motoristas por Aplicativo Thiago Luz afirmou que o momento é extremamente delicado para os condutores e todos os outros profissionais autônomos que até então prestavam serviços diários individuais. “Nossa prioridade é a preservação das vidas, porém, está na hora da sociedade civil, trabalhadores, empresas e poder público pensarem soluções que garantam a manutenção econômica dessas famílias”.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados se eles possuem veículos próprios. Entre os motoristas ouvidos, 60,8% afirmaram que sim, ante 39,2% que alugam os carros para poder trabalhar. A sondagem também verificou que 45,1% dos condutores vivem em casas alugadas; 33,6% têm casa própria, enquanto 21,3% financiam a residência em que moram.

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