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Hackeando Centro aposta na inovação para transformar região central da cidade

Você imaginaria, há cinco anos, que seria possível saber o momento exato que seu ônibus passará no ponto próximo à sua casa? Ou então que empresas disponibilizariam veículos como bicicletas e patinetes compartilhadas por meio de um aplicativo para facilitar o deslocamento nas cidades?

Pois é. A inovação se mostra cada vez mais uma ferramenta essencial para a solução de vários problemas urbanos, sociais e econômicos e, em São Paulo, ela vem ganhando espaço de destaque, seja entre instituições privadas, seja no setor público ou até mesmo na associação de ambos.

É justamente dessa coalização entre as esferas pública e privada que surge o Hackeando o Centro, programa de Open City Innovation promovido pela hub de inovação ISSO! com patrocínio do Banco Original para buscar soluções transformadoras para a região central da cidade. De carona com essa nova tendência de usar a inovação como objeto de mudanças, o Hackeando o Centro vai premiar com R$ 50 mil startups que cumpram o objetivo de melhorar o centro nas áreas de segurança, design e urbanismo.

“Acreditamos que o Hackeando o Centro possa, junto com várias outras iniciativas sociais, culturais, de economia criativa, artes, gastronômicas e do próprio interesse crescente dos cidadãos pelo centro, gerar uma onda de renovação e transformação não apenas na área histórica de São Paulo, mas possivelmente no país”, comenta o sócio-fundador da ISSO!, Antonio Caldeira.

Nesta primeira edição do Hackeando o Centro, os trabalhos serão desenvolvidos sob a lógica da tecnologia aliada à segurança – SecureTech –, com foco na região do Anhangabaú e arredores. Os startups, hackers, designers e amantes da cidade, porém, precisam ter algum histórico de estudo ou trabalho em competências relacionadas com o gerenciamento de espaços, como profissionais e estudantes das áreas de Arquitetura, Design, Engenharias, Gestão de Projetos e Políticas Públicas, Segurança Pública, Tecnologia da Informação e Comunicação para poderem participar.

“Esperamos ter 120 inscritos para, dentre eles, selecionar 10 iniciativas até o dia 2 de dezembro e, em janeiro, escolher os 3 vencedores que seguirão conosco até março, quando se divulgará o vencedor”, conta Caldeira. As inscrições vão até o dia 25, sexta-feira, e podem ser feitas por este link.

Inspiração da administração pública

Maratona de desenvolvimento apoiada pelo vereador Police que acontece desde 2017 e que tem como objetivo criar soluções tecnológicas para a cidade de São Paulo, o Hack in Sampa é, para

Antonio Caldeira, um dos exemplos a serem seguidos quando o assunto é inovação para transformar a cidade. “Foi um dos eventos que nos inspirou, sendo muito louvável ver uma iniciativa de inovação sendo gestada dentro da administração pública municipal”, afirma.

Na última edição, o Hack in Sampa reuniu 57 desenvolvedores na Câmara Municipal para buscar ferramentas que dessem maior eficácia e eficiência ao transporte público em São Pauo. O vencedor da hackathona foi o Bus Plus, um aplicativo que organiza as demandas de passageiros dos ônibus, preenchendo os veículos vazios e ociosos de modo a combater o desperdício e a subutilização. Para o sócio-fundador da ISSO!, o evento “confirma a importância de coordenação do público e do privado na solução de temas relativos à sociedade”.

Além do Hack in Sampa, o vereador Police ainda promove outras iniciativas do tipo, como o Tech Cycle Challenge, que tem como foco a busca por soluções no universo das bicicletas. Neste ano, o hackathon premiou a Bike Go, plataforma que usa inteligência artificial e tecnologia na nuvem para auxiliar e incentivar novos ciclistas que ainda não experimentaram a bicicleta a optar pelo modal como meio de transporte.

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