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Nova calçada no Lauzane contraria problemas acumulados no programa de reformas da Prefeitura

Singelos 25 metros de calçada implantados na Rua Amaro Alves Tenório, no Lauzane (ZN), estão fazendo enorme diferença para mais de 600 moradores do Cingapura Jardim Maninos e farão também a centenas de estudantes da E.E. Profa. Arlete Terezinha Pizão assim que as aulas forem retomadas. Com muros de contenção para o terreno vizinho e rampas de acessibilidade, demanda antiga da população local, a obra foi executada pela Subprefeitura Santana/Tucuruvi após articulação da equipe do vereador Police Neto. Realizada com equipe da própria sub, o impacto da minúscula intervenção contrasta com os problemas acumulados na execução do Plano Emergencial de Calçadas (PEC), que deve reformar cerca de 1,5 milhão de metros quadrados até o fim de 2020.

“O PEC é o maior investimento já feito em calçadas da cidade e deve ser valorizado. Trata-se de uma conquista iniciada com a aprovação do Estatuto do Pedestre, em 2017, que coloca o pedestre no centro das políticas públicas de mobilidade, mas o plano ainda tropeça em diversos problemas, desde a falta de diálogo com moradores e comércio local até o descuido na execução, provocando acidentes”, explica o vereador, autor do Estatuto. “A imprensa tem registrado amplamente esses problemas, mas os desafios vão além.” Segundo Police Neto, o foco do PEC é a reforma de calçadas de grande circulação, o que é importante, mas não prevê a implantação de novos passeios ou intervenções em calçadas com muitos desníveis e inclinação. Da mesma forma, o impacto na segurança das travessias é limitado, pois o foco tampouco é o redesenho voltado para o acalmamento do tráfego.

Um exemplo desse tipo de urbanismo tático está no cruzamento da avenida Santa Catarina e da rua Dr. Djalma Pinheiro Franco, onde o projeto Amigos da Catarina, executado com emenda parlamentar de Police, ampliou a calçada e adequou as travessias e as fases do semáforo, obrigando veículos a reduzirem a velocidade nas conversões. Apesar de a obra ter sido entregue cerca de apenas um ano antes, o PEC refez as calçadas no mesmo trecho reformado. Mal sinalizada e sem a devida proteção ao pedestre, a obra causou pelo menos dois acidentes de pessoas que tropeçaram no entulho acumulado. “Sem a devida fiscalização, o resultado do PEC será bem menor do que seu potencial”, afirma Police. “Agora, após a recente regulamentação do Estatuto do Pedestre, será possível criar um sistema de informações da mobilidade a pé e, entre outros benefícios, tornar mais eficientes e efetivas as adequações e mesmo a implantação de novas calçadas, especialmente na periferia, onde cerca de míseros 15% dos passeios possuem 2,5 metros de largura.”

A rua Amaro Alves Tenório, antes da implantação da calçada

A mesma rua, após a implantação

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