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O vereador Police Neto, único parlamentar da Câmara que se posicionou a favor da regulamentação do serviço de transporte individual por carros particulares quanto o assunto foi tema na Casa, lá em 2015, continua lutando pela categoria. Diante do crescente número de casos de violência e crimes, inclusive assassinatos, contra os motoristas de aplicativo, Police tem atuado junto às empresas operadoras como Uber, Cabify e 99, e o poder público para buscar soluções para o problema.

Em parceria com a Deputada Estadual Isa Penna, o vereador reuniu centenas de trabalhadores na Assembleia Legislativa de São Paulo, no dia 24 de setembro, além de representantes das empresas que oferecem os serviços de transporte. Na oportunidade, foram estabelecidas 13 reivindicações da categoria e acordado que Police faria o que estivesse em seu alcance enquanto parlamentar para viabilizá-las.

Além disso, surgiram da Audiência Pública da Alesp dois movimentos formados por associações, federações, profissionais autônomos e comunicadores da categoria, que deram origem a uma comissão representativa que participa de todas reuniões e negociações articuladas por Police junto ao poder público e às empresas.

Retirada dos adesivos

Dois dias depois da audiência, em 26 de setembro, o parlamentar se reuniu com membros do CMTT (Conselho Municipal de Transporte e Trânsito) para articular a retirada dos adesivos que identificam os carros de transporte individual por aplicativos, exigência apresentada na Alesp que é considerada pelos trabalhadores como essencial para a diminuição do risco de assaltos e outros crimes durante o expediente.

No dia 4 de outubro, foi a vez de Police e da comissão se reunírem com o Secretário de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, que se mostrou indiferente em relação à violência e aos recorrentes assassinatos cometidos contra os trabalhadores. Ele se negou taxativamente a retirar os adesivos.

Já em reunião com o Secretário de Segurança Urbana, Coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira, no dia 8 de outubro, e com a presença da comissão de motoristas e representantes das operadoras, Police articulou a implementação de um botão de emergência nos aplicativos, que permitiria que as mais de 3 mil câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade possam identificar a placa do carro em risco.

Outro tema discutido foi a instalação de câmeras de segurança no interior dos veículos. Elas seriam integradas ao sistema CityCâmeras, que têm as imagens transmitidas para o Comando da Guarda Civil Metropolitana e compartilhadas com as polícias Militar e Civil. Da reunião formou-se um grupo de trabalho para apresentar soluções sobre as demandas. Até o momento não houve resposta.

O próximo passo foi levar a pauta dos motoristas ao Secretário Executivo da Polícia Militar, Coronel Camilo, no dia 10 de outubro. Ele ouviu atentamente cada uma das 13 reivindicações e se mostrou bastante interessado em avançar na pauta da segurança, se comprometendo a estudar cada uma das demandas apresentadas.

Até a próxima semana, o vereador Police e a comissão de motoristas devem realizar as últimas reuniões com as empresas operadoras do serviço de transporte. A discussão com a Cabify já aconteceu, faltam agora a Uber e a 99. As respostas e soluções para as 13 demandas serão dadas na audiência pública marcada para acontecer no próximo dia 30 de outubro, quarta-feira, na Câmara Municipal.

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