Na manhã desta quinta-feira (7), o vereador Police Neto solicitou formalmente ao prefeito Bruno Covas que exclua os motoristas de aplicativos e profissionais que prestam serviços essenciais à cidade do novo esquema de rodízio de veículos que entrará em vigor em São Paulo na próxima segunda-feira (11).

Anunciada também na quinta-feira pela manhã, a nova restrição valerá para toda a capital e não só para o centro expandido, como no esquema antigo. Com a medida, a circulação dos carros passará a ser dividida de acordo com o final da placa. Os automóveis que tiverem emplacamento terminado com número par só poderão circular nos dias pares, e os que tiverem final ímpar só poderão circular nos dias ímpares.

De acordo com o Decreto do prefeito, porém, somente os profissionais de saúde estão liberados para rodar na cidade, enquanto outros serviços essenciais ficaram de fora. Para o vereador Police Neto, se o novo rodízio entrar em funcionamento do jeito que está, a situação da pandemia na cidade poderá se agravar. “O transporte público coletivo não dará conta de transportar com segurança e responsabilidade todos os profissionais que estão envolvidos nos serviços essenciais”, alerta.

“Mesmo sem o rodízio, foi possível acompanhar ônibus lotados e aglomerações gigantescas em pontos e terminais. Podemos gerar a tempestade perfeita”, continua o parlamentar, que também avisa, ainda, sobre outros profissionais que não podem parar. “Se os veículos que prestam os serviços essenciais também não forem excluídos, não teremos serviços essenciais prestados. São diversas categorias, incluindo as entregas, circulação de caminhões e tantos outros”.

Outro argumento do vereador Police Neto é que a Prefeitura tem o cadastro de todos os condutores de aplicativos, o que facilita a fiscalização e controle. “Esses trabalhadores têm plenas condições de se responsabilizar pela higienização dos veículos, o que gera segurança tanto para ele quanto para o passageiro. E o uso de máscara já obrigatório tanto para passageiros quanto para motoristas”, diz. “Além disso, temos que considerar que essas famílias já tiveram sua renda muito prejudicada pela queda expressiva no número de corridas. Agora não dá pra impedir os motoristas de apps de ganhar o pouco que lhes restou”, conclui.

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