O vereador Police Neto se aliou à Cruz Vermelha para viabilizar um plano de ação e atender às populações mais vulneráveis da cidade. Após reunião na manhã de quarta-feira (18), com a diretora de responsabilidade social e voluntariado, Anália Ribeiro, e a coordenadora de projetos sociais, Priscila Biggi, ambas da Cruz Vermelha, o vereador participou de vistoria na região dos Campos Elíseos, nesta quinta-feira (19/12), ao lado de representantes da entidade e dos artistas Ciro Schu e Eymard Ribeiro, para identificar locais onde serão pintados murais informativos sobre o coronavírus criados especialmente para informar pessoas em situação de rua.

O plano de ação, que já deve ser iniciado na próxima segunda-feira (23), visa levar informação e prevenção a serviços de acolhimento de crianças e adolescentes, instituições de permanência para idosos, albergues, centros de acolhimento para migrantes, imigrantes e refugiados, além de pessoas em situação de rua e dependentes químicos. “A intenção é orientar essas pessoas que vivem à margem da sociedade sobre a pandemia que atinge o mundo e introduzi-las nas ações de contenção do vírus”, explica Police.

Para os adultos, algumas das atividades que serão desenvolvidas são oficinas de educação e orientação sobre a covid-19, demonstração de técnicas de lavagem das mãos, conversas sobre contaminação, formas de prevenção e engajamento cívico. Para as crianças, haverá teatro de fantoches, varal de desenhos anticoronavírus para a cartilha de orientação que trata do tema, além do ensino de como fazer a higienização das mãos.

Mais de 400 pessoas, entre colaboradores e voluntários, participarão do plano de ação que, nesta primeira etapa, terá como foco de atuação as regiões da Sé, Santa Cecília, República e Liberdade, onde espera-se atingir cerca de 3.800 indivíduos num período de sete dias. A Cruz Vermelha, porém, já anunciou que serão oito meses de ação contínua. “Além da prevenção primária, que é para evitar a propagação da doença, faremos também ações de prevenção terciária, aquela que impede a volta do vírus”, explica Anália Ribeiro.

Um dos desafios da Cruz Vermelha é comunicar com assertividade os diferentes grupos populacionais de São Paulo, que vão desde crianças órfãs até moradores da cracolândia. Por isso a instituição fará um treinamento entre quinta e sexta (dias 19 e 20) para orientar a melhor abordagem das equipes. “Estamos dialogando também com grafiteiros da cidade para pintarem murais em regiões estratégicas com mensagens objetivas sobre a doença. O intuito é atingir dependentes químicos e pessoas em situação de rua da melhor maneira possível”, afirma o vereador. Além disso, serão entregues a este público kits de higienização com sabonete e escova e pasta de dentes.

De outro lado, a Cruz Vermelha tem mais um desafio, que é viabilização de recursos para a concretização do plano, processo liderado por Police e já em vias de ser finalizado. “Algumas empresas e associações demonstraram todo o interesse em nos ajudar, entre elas a APAS (Associação Paulista de Supermercados)”, diz o parlamentar, que também esteve à frente da Cruz Vermelha nas negociações com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, a Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura para autorizar a ação da instituição nos equipamentos da cidade.

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