Auxílio de R$ 1 mil para motoristas de apps fica pendente de votação e volta ao plenário na próxima semana

Faltaram apenas 5 votos a favor para que o projeto de lei 297/2020, que propõe o pagamento de três auxílios emergenciais de R$ 1 mil para motoristas de aplicativo e taxistas, passasse na primeira das duas votações necessárias antes de ir à sanção do prefeito Bruno Covas.

De autoria do vereador Police Neto, a proposta recebeu a aprovação de 23 dos 55 parlamentares da Casa, 3 abstenções e 10 votos não. Embora a a maior parte dos vereadores tenha se posicionado a favor, o projeto ficou pendente de votação porque precisa contar com a chamada maioria absoluta dos votos, isto é, mais da metade dos membros da Câmara. “Ainda que não tenha avançado nesta semana, o projeto recebeu uma sinalização positiva importante. Agora é trabalhar para reverter as abstenções e conquistar outros dois votos para que cerca de 200 mil famílias que tiveram o sustento prejudicado possam ser ajudadas”, disse.

Para destinar R$ 1 mil para motoristas de apps e taxistas por três meses prorrogáveis por mais três, o PL 297/2020 propõe a realização de leilões do Uso Intensivo do Viário, que é a taxa que a cidade cobra das operadoras em valores embutidos a cada corrida realizada, por quilômetro rodado. “A ideia é antecipar essa cobrança dos próximos 48 meses para financiar os auxílios, sem qualquer ônus à municipalidade”, explica Police Neto.

A proposta ainda autoriza a Prefeitura a convocar os condutores para a execução de tarefas de interesse público relacionadas às medidas emergenciais mediante remuneração. Veja abaixo como votou cada um dos vereadores da Câmara Municipal.

VereadoresPartidosVotos
ADRIANA RAMALHOPSDBSim
ALESSANDRO GUEDESPTSim
ALFREDINHOPTSim
ARSELINO TATTOPTSim
AURÉLIO NOMURAPSDBNão
CAIO MIRANDA CARNEIRODEMSim
CAMILO CRISTÓFAROPSBSim
CELSO GIANNAZIPSOLSim
CLAUDIO FONSECACIDADANIAAbstenção
DANIEL ANNENBERGPSDBNão
EDIR SALESPSDSim
EDUARDO MATARAZZO SUPLICYPTSim
FABIO RIVAPSDBNão
FERNANDO HOLIDAYPATRIOTAAbstenção
GEORGE HATOMDBSim
GILBERTO NATALINIPVSim
GILSON BARRETOPSDBNão
ISAC FELIXPLSim
JAIR TATTOPTSim
JANAÍNA LIMANOVONão
JOÃO JORGEPSDBNão
JOSÉ POLICE NETOPSDSim
JULIANA CARDOSOPTSim
MARIO COVAS NETOPODESim
MILTON FERREIRAPODESim
NOEMI NONATOPLNão
OTAPSBSim
PATRÍCIA BEZERRAPSDBNão
QUITO FORMIGAPSDBNão
REISPTSim
RINALDI DIGILIOPSLSim
RUTE COSTAPSDBNão
SANDRA TADEUDEMSim
SENIVAL MOURAPTSim
SONINHA FRANCINECIDADANIAAbstenção
TONINHO VESPOLIPSOLSim

Police cobra exclusão total de serviços essenciais do novo rodízio

Na manhã desta quinta-feira (7), o vereador Police Neto solicitou formalmente ao prefeito Bruno Covas que exclua os motoristas de aplicativos e profissionais que prestam serviços essenciais à cidade do novo esquema de rodízio de veículos que entrará em vigor em São Paulo na próxima segunda-feira (11).

Anunciada também na quinta-feira pela manhã, a nova restrição valerá para toda a capital e não só para o centro expandido, como no esquema antigo. Com a medida, a circulação dos carros passará a ser dividida de acordo com o final da placa. Os automóveis que tiverem emplacamento terminado com número par só poderão circular nos dias pares, e os que tiverem final ímpar só poderão circular nos dias ímpares.

De acordo com o Decreto do prefeito, porém, somente os profissionais de saúde estão liberados para rodar na cidade, enquanto outros serviços essenciais ficaram de fora. Para o vereador Police Neto, se o novo rodízio entrar em funcionamento do jeito que está, a situação da pandemia na cidade poderá se agravar. “O transporte público coletivo não dará conta de transportar com segurança e responsabilidade todos os profissionais que estão envolvidos nos serviços essenciais”, alerta.

“Mesmo sem o rodízio, foi possível acompanhar ônibus lotados e aglomerações gigantescas em pontos e terminais. Podemos gerar a tempestade perfeita”, continua o parlamentar, que também avisa, ainda, sobre outros profissionais que não podem parar. “Se os veículos que prestam os serviços essenciais também não forem excluídos, não teremos serviços essenciais prestados. São diversas categorias, incluindo as entregas, circulação de caminhões e tantos outros”.

Outro argumento do vereador Police Neto é que a Prefeitura tem o cadastro de todos os condutores de aplicativos, o que facilita a fiscalização e controle. “Esses trabalhadores têm plenas condições de se responsabilizar pela higienização dos veículos, o que gera segurança tanto para ele quanto para o passageiro. E o uso de máscara já obrigatório tanto para passageiros quanto para motoristas”, diz. “Além disso, temos que considerar que essas famílias já tiveram sua renda muito prejudicada pela queda expressiva no número de corridas. Agora não dá pra impedir os motoristas de apps de ganhar o pouco que lhes restou”, conclui.

Projeto cria solução para motorista de aplicativo na quarentena

A crise provocada pelo novo coronavírus atingiu em cheio os serviços de transporte individual de passageiros. O confinamento e o isolamento social reduziram muito a demanda por viagens, e milhares de pessoas perderam seu ganha-pão quase que por completo da noite para o dia. Por isso, o vereador Police Neto apresentou projeto de lei para criar um auxílio emergencial de R$ 1000 por três meses. “A ideia é que motoristas de aplicativos e taxistas, que juntos somam cerca de 200 mil trabalhadores, recebam esse recurso extra vindo do próprio dinheiro que ajudam a cidade a arrecadar, sem comprometer os cofres públicos. Os recursos já existem, são pagos pelos cidadãos e pelos próprios motoristas em valores embutidos a cada corrida realizada, por quilômetro rodado. O PL autoriza a Prefeitura a fazer leilões desses valores, a chamada Taxa de Uso Intensivo do Viário, para criar as condições de pagar o auxílio.”

O PL 297/2020 também autoriza a Prefeitura a convocar motoristas de transporte individual de passageiros para executar tarefas de interesse público relacionadas às medidas emergenciais, desde que com o devido treinamento, uso de equipamentos de proteção individual e remuneração. “Essas pessoas podem trabalhar em favor da cidade e contra a Covid-19. Basta a Prefeitura treiná-las e prepará-las para evitar qualquer contágio. Elas podem, por exemplo, dar muita agilidade ao transporte de equipes e materiais de saúde, que necessitam de todo um aparato logístico”, explica.

Os recursos necessários para o financiamento da medida virão dos valores arrecadados pelo Uso Intensivo do Viário, ficando o Executivo autorizado a adiantar leilões futuros para obter mais recursos. Hoje, essa taxa equivale a R$ 0,10 por quilômetro rodado, com cerca de R$ 200 milhões previstos no Orçamento da Cidade este ano. Se os recursos do Uso Intensivo do Viário forem insuficientes, o projeto prevê que a Prefeitura também pode utilizar parte do subsídio público destinado ao transporte coletivo para financiar o auxílio.

Police aciona prefeito, empresas e locadoras para garantir condições mínimas na mobilidade por aplicativos

Diante da iminente crise econômica que se aproxima, em que profissionais autônomos como motoristas de aplicativos de transporte serão uma das categorias mais atingidas, o vereador Police Neto solicitou ao prefeito Bruno Covas, às operadoras de transporte individual de passageiros e às locadoras de veículos que analisem a viabilidade de medidas que amenizem os impactos do coronavírus na atividade.

Entre as providências sugeridas por Police estão a isenção da taxa de utilização intensiva do viário de R$ 0,10 por quilômetro rodado, cobrada pela Prefeitura às operadoras por pelo menos 90 dias, e que as empresas de aplicativos limitem a cobrança das taxas de intermediação das viagens a no máximo 10%, pelo mesmo período. “A ideia é tentar um comum acordo para atenuar o bolso desses trabalhadores e, indiretamente, a atuação das operadoras também”, afirma o vereador.

Para as locadoras, o parlamentar solicita carência de, no mínimo, dois meses ou a renegociação dos contratos de locação nos mesmos termos que serão adotados pelas instituições financeiras por meio das ações divulgadas pelo Conselho Monetário Nacional. Cientes do problema, Movida e Kovi já anunciaram descontos na locação de seus automóveis.

Por fim, o vereador Police também sugere que o poder executivo municipal distribua frascos de álcool gel gratuitamente para os motoristas e passageiros utilizarem nos veículos antes e depois das viagens. “Neste momento, é importante buscarmos alternativas para que o serviço de transporte individual continue funcionando na cidade. Assim, os usuários que não querem ou não podem utilizar transporte público têm uma opção para se locomoverem. De outro lado unimos esforços para que os motoristas sigam em sua atividade”, conclui Police.

Até o momento desta publicação, o ofício enviado aos interessados não teve nenhuma resposta.

Atualização – 20/03 19h46

As empresas locadoras de veículos divulgaram medidas para incentivar os motoristas a continuarem trabalhando. A Kovi anunciou um novo plano em que o condutor pagará valor proporcional à utilização do carro, com preços entre R$ 10 e R$ 369 semanais. A Localiza, or sua vez, vai dar desconto de R$ 110 por semana e, se o motorista for parceiro antigo, o valor poderá chegar a R$ 175. Já a Unidas vai descontar R$ 400 pra quem renovar o contrato do próximo mês.

De outro lado, a prefeitura de São Paulo anunciou parceria com iFood, Loggi, Uber Eats e Rappi para apoiarem a população e a administração municipal durante o período que durar a pandemia do coronavírus. Na pauta, a redução das tarifas de entrega, a antecipação do repasse financeiro para os donos dos pequenos estabelecimentos comerciais, a entrega gratuita de bens que a prefeitura precise entregar para os cidadãos e ações de segurança no trânsito.

Vereadores se omitem e futuro dos aplicativos em SP continua incerto

Nesta quarta-feira (11), os vereadores da Câmara Municipal perderam a oportunidade de pôr fim ou, ao menos, encaminhar a votação sobre o funcionamento do serviço de transporte por aplicativos na cidade. É que somente 24 dos parlamentares – que estavam presentes na Casa – confirmaram presença no plenário para que o PL 419/2018 pudesse ser votado.

Com a omissão, mais uma vez, milhares de motoristas e usuários de aplicativos ficaram sem saber como e quando se dará a nova regulamentação do serviço em São Paulo. Para o vereador Police Neto, que publicamente adiantou seu voto contrário ao projeto, a ausência dos colegas vereadores é um desserviço à cidade. “Todo mundo viu que havia mais de 40 parlamentares na Câmara. Quando eles se omitem dessa maneira estão deixando de fazer exatamente aquilo para que foram eleitos, que é decidir pelas pessoas e pelo município”, diz.

Assunto que já havia sido definido ainda em 2016 com o Decreto baixado pelo então prefeito Fernando Haddad, a pauta dos aplicativos de transporte ressurgiu porque o vereador Adilson Amadeu (DEM) resgatou o projeto de lei 419/2018. O PL de Amadeu, parlamentar que representa publicamente a categoria de taxistas, propõe mudar todas as regras da atual regulamentação, prejudicando não só o usuário de aplicativos, mas também os motoristas parceiros das operadoras e a própria cidade. “Se virar lei, a quantidade de motoristas de apps em São Paulo será equiparada à quantidade de taxistas, fazendo pelo menos 160 mil pessoas perderem sua única fonte de renda”, explica o vereador Police, que também diz que a “cidade deixaria de arrecadar em torno de R$ 300 milhões, além das corridas se tornarem mais caras pela lei da oferta e procura”.

Diante da possibilidade de ver o serviço de transporte por aplicativos retroceder, Police Neto, que desde 2015 ergue a bandeira da tecnologia aliada à mobilidade – ele foi o único vereador a se posicionar favoravelmente pelos apps naquele ano –, resgatou o PL 421/2015. O texto do projeto de lei do parlamentar, já aprovado em primeira votação, é a principal referência do atual decreto que regulamenta a atividade em São Paulo e, na prática, traz poucas alterações para a legislação vigente.

“Diferentemente do PL419, que reduz a oferta atual de atendimento em mais de 70%, nosso projeto não acaba com o sustento dos trabalhadores, assim como não obriga que os motoristas tenham carros licenciados em São Paulo, e tampouco limita a atividade só a quem tem veículo próprio”, explica.

O PL 421 também propõe que os motoristas sejam cadastrados no MEI ou no Simples Nacional, além de exigir que haja um intervalo de 11 horas de inatividade a cada dia de trabalho dos motoristas. “Assim garantimos uma rotatividade entre a categoria e impedimos que os trabalhadores sejam prejudicados por uma carga horária demasiadamente pesada. Por outro lado, também asseguramos que os trabalhadores paguem e tenham os benefícios da previdência”, diz.

Outro trunfo para a cidade que há no projeto do vereador Police é a possibilidade dos veículos com pelo menos três passageiros poderem rodar nas chamadas ‘faixas de alta ocupação’. “Como contrapartida por poluírem menos e deteriorarem menos o viário, os veículos que forem compartilhados terão o direito de trafegar com exclusividade na cidade”, afirma.

A votação do PL 419/2015 pode acontecer novamente na próxima semana. Para isso, dependerá dos líderes dos partidos chegarem em comum acordo na terça-feira (17/3).

Aplicativos. Mais uma batalha pelo direito de trabalho e escolha

Mais uma batalha pelos aplicativosQuando os aplicativos de transporte de passageiros começaram a operar na cidade, com base em capítulo do Plano Diretor inserido por emenda minha sobre compartilhamento de veículos, geraram duas reações opostas. De um lado, a maioria da população aprovou a nova opção para fazer seus deslocamentos; de outro, uma pequena minoria, os taxistas, buscaram defender com unhas e dentes seus interesses corporativos de garantir o monopólio de quem tivesse o alvará

Embora de um lado houvessem muitos, número que só aumentou em função da confiança que os aplicativos foram ganhando e da grande expansão do número de motoristas (até pelo desemprego criado pela crise econômica), a mobilização dos taxistas vem adiando todos estes anos uma regulação em lei dos aplicativos. Suscetíveis a essa pressão ou desejosos de garimpar votos entre os taxistas, os parlamentares não têm tido a coragem de tomar as decisões necessárias, a ponto de eu ter sido o único de 55 a votar para garantir a prestação de serviço pelos aplicativos.

Essa posição, desde 2013, nunca teve a dimensão corporativa e eleitoreira daqueles que lutam contra a operação dos aplicativos. A maioria dos motoristas de apps sequer sabia da minha luta nestes últimos anos, período em que tenho sido sistematicamente atacado pelos taxistas. É uma defesa de princípios.

Os aplicativos são, em primeiro lugar, um direito da população à livre escolha de como fazer seu trajeto e dar uma avaliação que pesa de fato para o serviço prestado.

Além disto, os aplicativos retiram dezenas de milhares de carros que estariam circulando e, sobretudo, estacionados, ocupando espaço precioso exatamente nas áreas mais congestionadas da cidade. Outro fator é que os aplicativos já rendem, em função da taxa pelo Uso Intensivo do Viário e do preço público pago, cerca de R$ 400 milhões por ano para serem aplicados em iniciativas de mobilidade, inclusive para o pagamento do subsídio ao transporte coletivo, enquanto a arrecadação com os alvarás de táxi está em queda livre. Ao contrário dos gastos da Prefeitura para tentar equiparar as funcionalidades, como o investimento para desenvolver o aplicativo  SP Taxi.

O cenário, contudo, vem mudando quase tão rápido quanto a expansão da utilização de aplicativos. O público os utiliza cada vez mais. Aprimoramentos, em especial quanto a segurança, vêm sendo implementados pela pressão da sociedade. A existência desta opção de atividade tem sido uma válvula de escape para o desemprego e para quem tem expectativa de ganhar mais como autônomo e, sobretudo, muitos dos próprios taxistas migraram para os aplicativos.

Mas uma das mudanças mais relevantes está no fato de os próprios motoristas de aplicativos terem passado a se mobilizar e organizar-se. Pressionando e tornando público a defesa de seu ponto de vista, a mobilização dos motoristas de aplicativos finalmente consegue abrir um diálogo sobre o assunto no parlamento, onde antes só havia o monólogo das entidades corporativas dos taxistas.

Esta mudança chega em um hora decisiva, na qual mais uma vez a disputa chega a uma votação. De um lado mais um projeto que tenta atingir os aplicativos, o PL 419 – desta vez limitando o número de motoristas, repetindo a reserva de mercado que já se mostrou falha entre os taxistas e abrindo espaço para algo semelhante à indústria de alvarás. De outro, mais uma vez coloco a minha proposta de 2015, o PL 421, para regular o setor de forma competitiva, sem descuidar da segurança, avaliação de qualidade, transparência de dados e outros pontos que hoje são regulados por decreto – portanto, sujeitos ao arbítrio da administração. Decreto que, por sinal, foi inspirado na legislação que propus há 6 anos.

O salto definitivo de qualidade nesta discussão só poderá vir com a participação e mobilização da sociedade como interessada direta na questão. Só a participação do usuário, do passageiro que quer continuar a ter seu direito de escolha assegurado, pode garantir que a discussão escape do corporativismo e se encaminhe, de fato, para a aprovação de uma política pública efetiva e eficiente.

Motoristas da 99 ganham nova ferramenta de segurança

Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (20) com o vereador Police Neto e motoristas de aplicativos, a 99 anunciou que lançará uma nova ferramenta para dar mais segurança aos passageiros e trabalhadores.

Segundo a empresa, o aplicativo pedirá uma selfie para confirmar a identidade da pessoa que solicitar a viagem, mas a foto só será tirada se a operadora identificar que a corrida ou a área são suspeitas.

Previsto para ser disponibilizado até o início de março, o recurso é uma das soluções da 99 sobre as diversas reivindicações feitas depois que diversos crimes e até assassinatos foram cometidos contra a categoria. “Estamos colhendo os frutos da nossa pressão. Garantir a segurança dos trabalhadores não é só responsabilidade do Estado, mas das empresas também, e elas começam a cumprir suas promessas”, afirma o vereador Police Neto.

Em outubro do ano passado, a 99 e representantes do poder público apresentaram em audiência pública devolutiva realizada na Câmara Municipal as respostas sobre 13 reclamações feitas pelos motoristas de aplicativos. Entre as promessas estava o reconhecimento facial dos passageiros, a presença de câmeras a bordo dos veículos, reavaliação da política de cancelamento de viagens em áreas de risco e a possibilidade dos motoristas aceitarem ou não as corridas em dinheiro.

Regulação dos aplicativos pode mudar

Está prevista para o dia 11 de março a votação que pode alterar as regras da atividade de transporte individual por aplicativos. De um lado está o projeto 421/2015, de autoria do vereador Police, que garante aos motoristas o direito de trabalhar e liberdade de escolha aos passageiros.

De outro está o PL 419/2018, que restringe o número de carros de apps à quantidade de táxis da cidade, que é de aproximadamente 40 mil veículos. “Se este projeto for aprovado, o paulistano, que está totalmente adaptado e precisa dos aplicativos, terá que se acostumar a pegar táxi de novo. Mas muito pior do que isso são as milhares de famílias que deixarão de ter seu sustento”, diz Police.

Madrugada lidera número de roubos e furtos a motoristas de aplicativos

De acordo com reportagem veiculada pelo G1, o horário da madrugada é o mais perigoso para o expediente dos motoristas de aplicativos. Segundo a matéria, que contém dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, a maioria dos furtos e roubos a esta categoria acontece nesse período.

No intervalo entre 0h e 6h, foram registradas 620 ocorrências entre janeiro de 2018 e outubro de 2019, segundo a Secretaria de Segurança Pública. O segundo horário mais problemático é o da noite, entre 21h e 0h, com 545 casos de roubos ou furtos.

O bairro do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo, é o líder em ocorrências, com 61 casos. Itaim Paulista, na Zona Leste, é o segundo com 58 casos e a Brasilândia, na Zona Norte, registrou 47 boletins.

O levantamento da SSP considerou 2.049 boletins de ocorrência e não contemplou casos envolvendo passageiros.

Uber anuncia novas medidas de segurança

Na manhã desta quarta-feira (6/11), a Uber realizou o primeiro evento com o tema segurança na América Latina e apresentou uma série de novas ferramentas neste sentido, tanto para os motoristas como para os usuários. Entre as principais novidades estão a verificação de documentos dos passageiros e a implementação de um sistema de gravação criptografada. As iniciativas foram anunciadas pelo próprio diretor global de produtos de segurança da Uber, Sachin Kansal.

Gravação de áudio

Em dezembro, os motoristas contarão com uma nova ferramenta de gravação de áudio ambiente para ajudar a garantir maior segurança durante as corridas. A opção vai funcionar a partir do ícone azul de segurança do aplicativo e poderá ser acionado tanto pelos motoristas quanto pelos usuários, mas ninguém poderá ouvir o conteúdo. Caso o material possa ser usado como denúncia, o parceiro ou o passageiro poderão encaminhá-lo para a central de segurança da empresa.

Doc Scan

Os usuários que não adicionarem no cadastro meios digitais de pagamento terão de submeter ao aplicativo um documento de identificação, que terá a autenticidade verificada. O Doc Scan, como é chamada a ferramenta, estará disponível até o fim de março do ano que vem.

Selfie com movimento

A fim de garantir mais segurança no procedimento que os motoristas fazem de tirar uma selfie de tempos em tempos pra ficar online, a Uber solicitará que o parceiro faça alguns movimentos como piscar, virar o rosto e sorrir. O procedimento permitirá verificar com mais precisão se aquele é de fato o motorista cadastrado, o que prevenirá fraudes e protegerá a integridade da conta dos trabalhadores.

Checagem de Rota

Para os próximos meses, a operadora também vai passar a oferecer a Checagem de Rota. O mecanismo permitirá que o aplicativo cheque todo o percurso da viagem, observando anormalidades como, por exemplo, um veículo que para fora da rota ou que faz uma parada longa. Se acontecer de uma corrida fugir do caminho original, a Uber contatará o motorista para verificar o que ocorreu. Tanto o passageiro como o motorista poderão reportar a empresa sobre eventuais problemas.

Senha e ultrassom

Antes de começar a corrida, o usuário poderá optar pelo recebimento de uma senha de quatro dígitos que será conferida com o motorista para que ele consiga iniciar a viagem. Futuramente, esse sistema funcionará por meio de um ultrassom, que checará as senhas automaticamente entre os aparelhos celulares do usuário e do motorista.

Reporte durante a viagem

O usuário do aplicativo poderá denunciar enquanto está na corrida, como por exemplo direção imprudente por parte do motorista. Quando a viagem se encerrar, a equipe de suporte da Uber entrará em contato para mais informações e encaminhar a denúncia.

Police se reúne com CMTT pela retirada de adesivos de carros de aplicativos

O vereador Police Neto se reuniu, na manhã desta quinta-feira (26/9), com o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito para viabilizar a retirada dos adesivos que identificam os carros de transporte individual por aplicativos.

Exigência da categoria, a dispensa dos adesivos é encarada pelos trabalhadores como uma medida essencial para a diminuição do risco de assaltos e outros crimes durante o expediente. “Nos últimos 10 dias foram 3 assassinatos, mais de 200 assaltos e 8 espancamentos. Está claro que a identificação dos carros está gerando uma escalada de violência em algumas zonas, principalmente nas bordas da cidade”, afirma.

A reunião com o CMTT é a primeira medida adotada por Police para colocar em prática aquilo que cabe ao legislativo e que foi acordado durante audiência pública realizada na última terça (24/3), na Assembleia Legislativa de São Paulo, que reuniu centenas de motoristas, associações e representantes das operadoras Uber, 99, Lady Driver, Garupa e City. “Quando vidas estão em jogo não podemos perder tempo. Por isso já estamos trabalhando para tirar do papel as reivindicações que estão ao nosso alcance”, diz.

“Não faz sentido deixarmos mais de 150 mil motoristas no risco porque queremos ter um adesivo nos carros. A questão da vida é mais importante que a pressão política ou que a pressão por fiscalização, que não se mostra eficiente”, completa. O próximo passo, de acordo com o vereador, é levar a pauta dos adesivos ao Secretário de Mobilidade e Transportes, Edson Caram.

Veja as 13 reivindicações:

1 – Permissão de Comunicado de Roubo pelo motorista na internet para complementação posterior na delegacia responsável

2 – Reconhecimento Facial do passageiro

3 – Foto de Cadastro nítida

4 – Botão de Emergência

5 – Câmera a bordo

6 – Remoção dos adesivos

7 – Acompanhamento maior dos casos já ocorridos

8 – Delegacia Especializada em crimes contra trabalhadores de app

9 – Destino exato do Passageiro

10 – Anulação da cláusula do contrato que permite plataformas punir motoristas por cancelamentos

11 – Pontos de embarque nas comunidades

12 – Conscientização dos aplicativos para os passageiros terem o hábito de embarque imediato (principalmente à noite)

13- Que empresas permitam aos motoristas escolherem a forma de pagamento