A partir desta sexta (20/3), como parte das ações de combate à disseminação do coronavírus, a maior parte do comércio da cidade vai permanecer fechada pelo menos até 5 de abril.  Em contato com as principais entidades que representam o setor na capital paulista, o vereador Police Neto articula junto à Prefeitura ações para garantir o cumprimento da quarentena e, ao mesmo tempo, evitar demissões e a falência em massa de estabelecimentos comerciais.

 Após diálogo com Alfredo Cotait Neto, presidente da Associação Comercial de São Paulo, e Abram Szajman, presidente da Fecomercio-SP, Police oficiou o prefeito Bruno Covas solicitando uma série de ações preventivas. Elas reúnem medidas para o comércio diretamente e para os setores de Supermercados e de Construção Civil, dois dos maiores empregadores da capital ao lado do comércio. O vereador também se reuniu virtualmente com o Sindilojas (Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo), UGT (União Geral dos Trabalhores) e SindiJor -SP (Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas de São Paulo). Neste caso, o presidente da entidade, José Mantovani da Silva, colocou as bancas à disposição da Prefeitura como locais para distribuição de informações sobre o coronavírus, mantendo-as abertas na condição de lojas de conveniência.
A seguir, as principais demandas encaminhadas ao prefeito.

1) Adiamento de 6 meses para o pagamento de impostos e taxas que impactam na dinâmica do setor: IPTU, ISS e ITBI, além de carência semelhante para programas relacionados ao PPI (Programa de Parcelamento Incentivado) e Outorgas Onerosas (o pagamento de contrapartida à Prefeitura no caso de construções acima do limite mínimo);

2) Abertura de Crédito Especial para empregadores no comércio de até 100 funcionários financiarem a Folha de Pagamento para manter o emprego por 6 meses. Mesmo que não conceda o crédito, a Prefeitura pode reforçar a demanda junto ao governo federal e estadual;

3) Liberação de todos os veículos/caminhões de restrições e rodizio para garantir abastecimento pleno da Cidade, ampliando medida já adotada pela Prefeitura do âmbito da SMT. Já na terça (17/3), o vereador formalizou essa demanda em ofício anterior a partir da interlocução com a Associação Paulista de Supermercados e entidades do setor da Construção Civil. A Prefeitura liberou parcialmente tais restrições a partir de quinta (19/3).

4) Garantir a oferta mínima de transporte coletivo para os profissionais dos serviços essenciais.

Em entrevista concedida nesta quinta (19) à Rádio Eldorado, o prefeito Bruno Covas admitiu que pode adotar novas medidas para conter o coronavírus. Já está claro que a emergência de saúde terá efeitos profundos sobre a economia, daí a necessidade urgente também de encaminhar ações para conter o desemprego e a recessão. “Se não trabalharmos juntos agora, avaliando com responsabilidade todos os desdobramentos dessa crise, os efeitos podem ser muito piores”, explica Police. “A emergência médica vai passar, mas quem garante a retomada dos postos de trabalho fechados? ”

Acompanhe aqui o que abre e fecha no comércio a partir desta sexta

Confira o ofício encaminhado ao prefeito

Postagens Recomendadas

Comece a digitar e pressione Enter para pesquisar